29 de julho de 2014

A Ilha dos Dissidentes (Bárbara Morais)


  Ah, pessoal, finalmente não demorei tanto para postar de novo! A verdade é que só demorei mais porque estava esperando mais comentários no post anterior (e eu decidi que queria tirar fotos desse livro só ontem a noite!). Sim, mais uma vez o assunto é livro, desculpem por isso, eu prometo que o próximo será diferente. Já que faz tempo que não tem uma resenha por aqui, vamos falar de A Ilha dos Dissidentes o primeiro volume de uma trilogia futurista escrito pela brasileira Bárbara Morais. 

 Começamos acompanhando Sybil, uma garota que morava numa zona de guerra entre seu país (União) e o Império. O governo, para dar alguma esperança para os habitantes, seleciona aleatoriamente pessoas para viverem como refugiados no continente Pacífico. Sybil só não imaginava que, durante a viagem no Titanic III ocorreria um acidente que a revelaria ser uma anômala, uma mutação para sobreviver na água. Então ela é enviada para uma nova família em Pandora, uma cidade específica para mutantes.

  Sybil só não imaginava que em sua nova escola seria selecionada para uma secreta missão do governo com mais três colegas (Ava, Andrei e Leon) na ilha dos dissidentes, um complexo dominado por um povo de língua estranha que realiza experiências com mutantes, para descobrir a cura para suas "doenças". Agora é a luta para recolher os arquivos escondidos na ilha e voltarem sem serem descobertos.

  É, distopias estão na moda agora. E quando eu vi esse livro, ano passado, decidi que queria pra mim, e fui encontrar só em Junho, na feira do livro. A leitura é muito confortável, e mesmo tendo algumas coisas sem explicação, é demais o mundo que a autora criou para a história. Sybil é a típica heroína, mas isso não tira quase nenhum mérito dela. Na verdade, o que me incomodou foi a irritante inocência dela em relação ao que sentia por Andrei; sempre que ela sentia as bochechas esquentarem, sabia que viria toda aquela ladainha novamente.

  O jeito que os mutantes são aceitos pelo mundo, lembrou-me um pouco a época em que os judeus que saiam às ruas tinham de usar uma estrela de Davi costurada na roupa. A estrela deles é o amarelo. E, se fizessem um filme com o livro, essa seria uma das coisas que eu mais gostaria de ver, o jeito que as pessoas normais lidam com os mutantes - como os estabelecimentos que proíbem a entrada dos mesmos.

  Algumas vezes eu pensei que gostaria mais do livro se fosse narrado em terceira pessoa, por que eu não estava nem aí para o que a Sybil estava fazendo, mas estava doido pra saber o que estava acontecendo com Leon ou Andrei, haha O fim deixou um ótimo gancho para o segundo livro, que eu com certeza lerei o quanto antes! Recomendo se você quer começar a ler distopias, já curte esse estilo ou até quer provar um pouco mais dos novos autores do país.

Título: A Ilha dos Dissidentes
Autor: Bárbara Morais Editora: Gutenberg Páginas: 303
♦♦♦♦ (5/5)

5 comentários:

  1. O livro parece bem interessante, gosto de coisas assim ^^

    www.sendohipster.blogspot.com.br

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  2. Não sou tão fã de distopias, comecei a ler Jogos Vorazes e achei bem sem graça. Acho que sou a única, mas enfim... Por o livro ser brasileiro me chamou atenção, são poucos os livros brasileiros que são assim hoje em dia. A maior parte é meio... Sei lá, indescritível de uma forma ruim. Esse parece ser muito bom, já até anotei ^^ Adorei sua resenha!
    photo-and-coffee.blogspot.com

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  3. Com as férias chegando, decidi dá uma parada nos estudos para me divertir e tenho lido bastante livros,e assistido séries "aos monte". Eu fiquei curiosa para ler esse livro,não só por que é uma distopia,mas também por ser escrito por uma autora brasileira. Amei sua resenha, já te disse que você escreve muito bem,né?

    http://renata-filosofando.blogspot.com.br/

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  4. Já vi resenhas desse livro e sempre fico bem confusa susahuash o fato de distopias terem se tornado modismo é uma coisa negativa... Depois do sucesso de Os Jogos Vorazes muitos autores começaram à publicar distopias que não chegam aos pés e são evidentemente cópias baratas que só são diferentes em algumas partes, mas que tem sempre o mesmo destino de luta pela sobrevivência... Beijos...

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  5. Ta tãaaao na moda fazer livros sobre essas coisas futurísticas aonde vai ter guerra e coisas do tipo, isso cansa, mesmos endo um livro muito bom, cansa de se ver sempre, as vezes eu penso que falta criatividade em escritores, to generalizando, pois tanto o estrangeiro quanto o brasileiro deixam a desejar.
    Adorei essa resenha!

    Tava super sumido né? Pois é, to de volta! Desculpa, e eu tava morredno de saudades :(
    XOXO :D
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